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Alckmin confirma crise no PSDB em evento do Dia do Trabalho

O tucanato finalmente admitiu em público a crise interna do PSDB. No evento do Dia do Trabalho, promovido pela CUT, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin disse: "Há um grande esforço para fragilizar o PSDB, mas acho que ele vai se fortalecer. Liderança política se fortalece na adversidade", afirmou. As declarações de Alckmin receberam apoio do senador Aécio Neves (MG) e o presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE). Na ocasião, Alckmin falou sobre a legenda --abatida por disputas internas.

O tucanato finalmente admitiu em público a crise interna do PSDB. No evento do Dia do Trabalho, promovido pela CUT, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin disse: "Há um grande esforço para fragilizar o PSDB, mas acho que ele vai se fortalecer. Liderança política se fortalece na adversidade", afirmou. 
 
As declarações de Alckmin receberam apoio do senador Aécio Neves (MG) e o presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE). Na ocasião, Alckmin falou sobre a legenda –abatida por disputas internas.
 
Ele chegou ao ato ao lado do senador Aécio Neves (MG), que fez questão de elogiar o governador paulista –"um dos mais bem avaliados do país"– e criticar o partido que será fundado pelo prefeito Gilberto Kassab, o PSD, detonador da crise tucana.
 
Questionado se o prefeito é hoje aliado ou adversário dos tucanos, Aécio disse: "Eu ainda não descobri. Respeito o Kassab, mas esse partido [o PSD] nasce sem identidade".
 
Na última sexta-feira foi Sergio Guerra quem saiu em defesa de Alckmin, em nota oficial. O texto evidenciou divergências na cúpula do partido e irritou aliados do ex-governador José Serra, padrinho político de Kassab.
 
"O presidente do PSDB emerge de um longo mutismo com disposição de combate. Contra o PT? Não. Contra um aliado: Kassab", escreveu em seu Twitter o senador Aloysio Nunes (SP).
 
A crise do PSDB estourou em março, no diretório paulistano da sigla com a debandada de seis vereadores da capital paulista.
 
Todos os dissidentes são aliados do prefeito Gilberto Kassab, que, com o PSD, quer fazer um sucessor em 2012 e concorrer, em 2014, ao governo do Estado. Eles apoiam o prefeito desde 2008, quando Kassab derrotou Alckmin na eleição à Prefeitura, com o apoio de Serra.
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