Municípios paranaenses atraem indústrias estrangeiras
Várias cidades paranaenses interessam para receber a instalação de indústrias internacionais. Bons incentivos fiscais, oferta de mão-de-obra qualificada e acesso fácil e ágil às rodovias de transporte, são os motivos principais responsáveis pelo desejo das empresas em manter bases operacionais no Estado.
Várias cidades paranaenses interessam para receber a instalação de indústrias internacionais. Bons incentivos fiscais, oferta de mão-de-obra qualificada e acesso fácil e ágil às rodovias de transporte, são os motivos principais responsáveis pelo desejo das empresas em manter bases operacionais no Estado. Um dos municípios na rota das indústrias estrangeiras é Ponta Grossa, localizada nos Campos Gerais.
A indústria de embalagens chilena BO Packaging está estudando a construção de uma unidade no município. A informação é da prefeitura da cidade. Com duas unidades em Santiago, a empresa fabrica embalagens flexíveis, termoformadas, injetadas, sopradas (garrafas PET) e copos de papelão, tendo entre seus principais clientes nomes como o McDonald’s e a Nestlé.
Nem a administração municipal nem a Secretaria de Es¬¬tado da Fazenda confirmam a vinda como fechada, mas as negociações estariam em caráter avançado e a empresa já estaria estudando as vantagens do programa Paraná Com¬petitivo. A fábrica brasileira deve ser instalada até o ano que vem e priorizar a fabricação de copos, para os mercados interno e externo.
Ponta Grossa seria uma boa opção pela proximidade com o Porto de Paranaguá, pelo acessos às rodovias e pela vizinha fabricante de papelão Klabin, em Telêmaco Borba. Fora os incentivos fiscais em descontos e prazos de pagamento do ICMS estadual, a empresa também teria recebido da prefeitura de Ponta Grossa a oferta de uma área para a instalação da unidade. As primeiras visitas da empresa chilena aos Campos Gerais teriam ocorrido ainda no mês de março. A BO Packging lucrou US$ 380 milhões (R$ 614 milhões) em 2009.
RMC.
Além da fabricante japonesa de pneus Sumitomo, Fazenda Rio Grande , na região metropolitana de Curitiba, deve ser palco de mais uma aposta do setor automobilístico. Após uma fusão de US$ 15 milhões (R$ 24 milhões) da KYB Corporation, do Japão, com a Mando Corporation, da Coreia do Sul, em abril, a KYB do Brasil Fabricante de Autopeças Ltda, fundada em 2000 e instalada no parque industrial de Fazen¬da Rio Grande, será ampliada e passará a se chamar KYB-Man¬do do Brasil Fabricante de Auto¬peças S/A. As duas empresas são líderes asiáticas no mercado de amortecedores.
Segundo as informações do gerente administrativo da empresa, Herlon Watanabe, passadas à prefeitura de Fazenda Rio Grande, a KYB-Mando passará a fornecer peças para a GM e a Hyundai, além da Toyota, Honda, PSA, Fiat, Nissan e Renault, que já são suas clientes. Até o fim do ano que vem, 70 novas vagas devem ser abertas para mais que dobrar a produção anual de 1,2 milhão de amortecedores para 2,5 milhões.
Mais asiáticas
As japonesas Hamaya Corporation, de reciclagem de materiais, e Microsonic, de equipamentos de ultrasom, além da taiwanesa JSW Wire, também estão chegando, segundo os últimos informes da Câmara do Comércio e Indústria Brasil Japão do Paraná, que também intermediou a vinda da Sumitomo ao estado. A Hamaya confirmou sua vinda no início do mês e pretende iniciar suas operações em agosto deste ano, sob o nome de Hamaya do Brasil, ainda sem município da RMC definido.
Já a JSW Wire e a Microso¬nic estão contando com a consultoria da empresa japonesa FMO Co. Ltd, que está prospectando parceiros comerciais e também pesquisando as condições de mão de obra para as duas empresas. A intenção é que elas comecem a funcionar até o ano que vem, também na Grande Curitiba.
