Dona Maria Francisca, de Campo Mourão, comemora 101 anos com cinco gerações
O domingo (19) foi de festa para a família de dona Maria Francisca da Silva, moradora na Rua Belém, Jardim Vitória em Campo Mourão. A festa foi motivada pela comemoração dos 101 anos da matriarca, com o título de pentavó, ou seja, viveu a ponto de conhecer a sua quinta geração.
O domingo (19) foi de festa para a família de dona Maria Francisca da Silva, moradora na Rua Belém, Jardim Vitória em Campo Mourão. A festa foi motivada pela comemoração dos 101 anos da matriarca, com o título de pentavó, ou seja, viveu a ponto de conhecer a sua quinta geração.
Isso foi possível porque a sua neta Maria Francisca de Lima, hoje com 52 anos de idade, teve sua primeira filha aos 16 anos. Esta, por sua vez, deu à luz aos 12 anos, garantindo assim uma tataraneta para dona Maria. De acordo com reportagem da Tribuna do Interior, a família de dona Maria não parou de aumentar precocemente, pois aos 18 anos, a tataraneta também já embalava um filho nos braços.
“Só sei que aos 28 anos de idade eu já era avó e hoje aos 52 anos sou bisavó. Me disseram até que na época eu era a avó mais nova do Brasil. Com isso minha avó teve a oportunidade de conhecer a sua quinta geração. Minha bisneta, que é sua pentaneta, já tem cinco anos e mora em São Paulo”, conta Maria Francisca de Lima.
A aniversariante do dia já sente o peso da idade. Há cerca de três anos ela passou a depender de uma cadeira de rodas para se movimentar e passa o dia na cama. Ouve e fala muito pouco. Em alguns momentos têm dificuldade de reconhecer os próprios filhos.
Mãe de oito filhos, além de três que já faleceram, a data do aniversário será nesta segunda-feira, mas a família se reuniu neste domingo para comemorar em um almoço com três costelões assados ao fogo de chão. Nascida em Barra Grande (SP), dona Maria chegou na região por volta do ano de 1945, ao lado do marido e dos filhos, onde passaram a residir em Farol, na época chamado de “Pinhalão”. Em 1963, ela ficou viúva e em 1979 a família mudou para Campo Mourão.
Os filhos acreditam que o segredo da longevidade é a vida saudável que a mãe sempre teve. “Ela trabalhava muito na roça, mas nunca fumou nem bebeu. Isso com certeza influenciou para que chegasse aos 100 anos”, diz o filho mais velho Pedro Pinto da Silva, 70 anos. Quando o esposa de dona Maria morreu, aos 57 anos, ela ficou com sete filhos solteiros na casa. “Era uma época difícil, mas ela trabalhava muito na lavoura e ainda fazia farinha em um monjolo. Levantava às 4 horas da manhã. Foi sempre um exemplo para os filhos, pois soube educar a todos com muita sabedoria”, completa.
Ela pode ser a única pentavó de Campo Mourão e talvez do Paraná. Algo tão raro que alguns filhos nem sabiam disso. “Eu achei que ela só tinha tataraneto”, disse um dos filhos, com ar de espanto.
