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O DEM com seu disparate de zerar o déficit nominal em 2014

Do blog do Zé Dirceu: O DEM aproveitou a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para aprovar emenda que visa alcançar o déficit nominal zero em 2014. O disparate da medida é tamanho que nem vale a pena gastar tinta e espaço com ela, mas vamos lá. Os Estados Unidos discutem como reduzir um déficit de mais de 10% do PIB e sua dívida pública já ultrapassa 100% deste. Da Europa, então, nem falar. Ela simplesmente caminha para a falência, com vários de seus países sob o risco de default e com índices de déficit e dívida pública impublicáveis.

Do blog do Zé Dirceu:


O DEM  aproveitou a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para aprovar emenda que visa alcançar o déficit nominal zero em 2014. O disparate da medida é tamanho que nem vale a pena gastar tinta e espaço com ela, mas vamos lá. 


Os Estados Unidos discutem como reduzir um déficit de mais de 10% do PIB e sua dívida pública já ultrapassa 100% deste. Da Europa, então, nem falar. Ela simplesmente caminha para a falência, com vários de seus países sob o risco de default e com índices de déficit e dívida pública impublicáveis.


Em outras palavras, o mundo não cresce, a inflação sobe e os juros são praticamente negativos na maioria dos países desenvolvidos ou em desenvolvimento. Mas, no Brasil, a oposição quer mais juros, mais cortes e mais superávit. É disso que se trata no fundo, nada mais nada menos, essa exigência incluída pela oposição na LDO-2012.


Miopia

Alguma coisa está muito errada na visão da oposição, já que nossa dívida pública não chega a 40% do PIB e nosso déficit nominal a 2,24%. O governo já adotou medidas de ajuste fiscal, aumentou os juros e restringiu – e muito – o crédito. Procurou, ao máximo, adequar o país à situação mundial, já que somos inevitavelmente atingidos pela guerra cambial e pela alta das commodities.


Adotou, assim, as medidas pertinentes e necessárias, só que elas não significam corte de investimentos e em gastos sociais como quer sempre a oposição. Miopia dos nossos adversários, já que para crescer dependemos de nosso mercado interno e de nossos vizinhos, portanto da manutenção de programas e investimentos. Daí a importância cada vez maior da integração sulamericana, que deve ser o nosso verdadeiro foco nos próximos anos.

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