Plano prevê abertura de 2,5 mil vagas de Medicina
Os ministérios da Saúde e da Educação finalizam um plano nacional de educação médica que terá, entre seus objetivos, a meta de aumentar o número de médicos por habitantes no país e tornar mais rígido o processo de abertura de novas vagas em cursos de Medicina. Estudos das duas pastas indicam a necessidade de criação de 2,5 mil vagas, prioritariamente em instituições públicas.
Os ministérios da Saúde e da Educação finalizam um plano nacional de educação médica que terá, entre seus objetivos, a meta de aumentar o número de médicos por habitantes no país e tornar mais rígido o processo de abertura de novas vagas em cursos de Medicina. Estudos das duas pastas indicam a necessidade de criação de 2,5 mil vagas, prioritariamente em instituições públicas.
Hoje, o Brasil tem 1,8 médico para cada mil habitantes. A ideia do plano é chegar, gradualmente, a pelo menos 2,5 médicos para cada mil pessoas até 2030. Para que isso aconteça, os dois ministérios traçaram um raio X da formação médica no Brasil para identificar as áreas com maior carência. Assim, pretendem expandir a abertura de vagas em cursos de Medicina nas regiões mais deficitárias.
Agnelo promete que, até 2014, Brasília não terá mais analfabetosLocalização da escola influencia desempenho do alunoBrasil vai trazer cientistas do exterior, diz MercadanteAtualmente, o Brasil forma 16,5 mil novos médicos por ano em 183 escolas. A proposta que está em discussão é elevar esse número para 19 mil/ano. As últimas autorizações para abertura de vagas de Medicina foram concedidas no início de 2010 pelo Ministério da Educação (MEC) a duas instituições públicas.
Hoje existem 45 processos parados no Conselho Nacional de Educação (CNE). O conselho aguarda a publicação da portaria interministerial que vai definir as novas regras para dar andamento aos pedidos.
O preço elevado das mensalidades de cursos de Medicina em instituições particulares fez o governo priorizar as universidades públicas no processo de expansão de vagas. Segundo Milton de Arruda Martins, secretário de gestão do trabalho e educação em saúde do Ministério da Saúde, os cursos privados de Medicina que comprovarem qualidade poderão ser autorizados, mas o governo dará mais atenção às possíveis vagas na rede pública. “Queremos investir na formação. As mensalidades de cursos particulares são muito altas. Tem escola que cobra mais de R$ 6 mil por mês”, diz Martins.
Residência
Além de querer expandir vagas para a formação básica em medicina o plano nacional de educação médica prevê também a distribuição mais criteriosa das vagas de residência, que formam especialistas. Segundo Martins, um levantamento do Observatório de Recursos Humanos da Secretaria de Saúde de São Paulo apontou que 82% dos médicos permanecem trabalhando no Estado onde fizeram residência. “A gente quer garantir as vagas de residência médica de forma que as especialidades sejam distribuídas de acordo com a necessidade de cada estado”, diz.
O governo também quer encontrar formas de manter os médicos nos Estados que mais precisam. Uma das ideias em análise é a proposta do serviço civil, que oferece incentivos financeiros para manter o profissional recém-formado em áreas remotas.
A ideia do governo é que, de forma voluntária, o médico recém-formado tenha acesso à lista de cidades mais distantes, onde há carência de profissionais, e passe a integrar o Programa Saúde da Família (PSF) por até dois anos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
