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Exército renovará sistema de lançamento de foguetes por R$ 960 mi

O Exército brasileiro espera renovar ainda este ano seus sistema de lançamento de foguetes a um custo de R$ 960 milhões. Os militares contam atualmente com o chamado sistema Astros 2, produzido pela nacional Avibras Aeroepacial. O alcance destes mísseis, considerados de alta precisão, varia de 9 km a 90 km.

O Exército brasileiro espera renovar ainda este ano seus sistema de lançamento de foguetes a um custo de R$ 960 milhões. Os militares contam atualmente com o chamado sistema Astros 2, produzido pela nacional Avibras Aeroepacial. O alcance destes mísseis, considerados de alta precisão, varia de 9 km a 90 km.

Na manhã desta quinta-feira, o Exército realizou exercícios em uma área de treinamento localizada na cidade de Formosa, em Goiás, com o disparo de mais de sete mísseis. Presentes no local, o vice-presidente Michel Temer e o ministro Nelson Jobim (Defesa), defenderam a renovação, subiram nos lançadores de míssil e afirmaram que a possibilidade de renovação já está sob a análise do Ministério da Fazenda.

Essa renovação dos equipamentos deverá ser adquirida da mesma Avibras, que já possui um sistema mais novo, o Astros 2020. Na nova versão, os foguetes podem alcançar uma distância de até 300 km.

Ele é composto por 49 veículos –18 para lançamento, 18 para transporte de munição, três para controle e monitoramento do tiro, três para manutenção, três para análise meteorológica e outros quatro para comando e controle.

"Não há como avançar nesta matéria se não houver destinação de recurso. O Brasil só pode estar ao lado de grandes países se você tiver instrumentos de defesa grandiosos. Eu, pelo menos, serei um advogado desta causa no governo", afirmou Temer. "Estamos trabalhando neste sentido [de renovar o sistema]. [O pedido] já está no Ministério da Fazenda e a decisão será tomada em pouco tempo", prometeu Jobim.

O Exercito argumenta que, além do alcance, o novo sistema apresenta grande evolução na precisão dos disparos. "Também queremos impulsionar a exportação do novo sistema. Outros países já estão interessados em adquiri-lo, mas isso só ocorrerá quando o Exército do país produtor tiver comprado", afirmou o general Aderico Mattioli, diretor do Departamento de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa.

 

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