Paraná é o estado que menos gastou com segurança na década
É lamentável observar o agravante quadro que o nosso estado se encontra no que se refere à segurança pública. Em relação às riquezas que produz, o Paraná é o estado que menos investiu em segurança pública na última década. Como membro da Comissão Especial da Segurança Pública na Câmara, tenho consciência da necessidade de ações mais efetivas, principalmente na região de fronteira. Um consórcio intermunicipal já foi formado com 19 municípios do entorno ao Lago de Itaipu. No entanto, é preciso mais rigor e mais investimentos no setor.
É lamentável observar o agravante quadro que o nosso estado se encontra no que se refere à segurança pública. Em relação às riquezas que produz, o Paraná é o estado que menos investiu em segurança pública na última década.
Como membro da Comissão Especial da Segurança Pública na Câmara, tenho consciência da necessidade de ações mais efetivas, principalmente na região de fronteira. Um consórcio intermunicipal já foi formado com 19 municípios do entorno ao Lago de Itaipu. No entanto, é preciso mais rigor e mais investimentos no setor.
O levantamento divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra quanto cada unidade da federação aplica no combate à violência em comparação com o Produto Interno Bruto (PIB) estadual: no caso paranaense, 1% ao ano, em média. Nesse cenário é que o Paraná aparece como líder de um ranking nada positivo. A pesquisa leva em conta os valores aplicados pelas secretarias estaduais de segurança pública e também o dinheiro destinado pelas prefeituras para a área, além dos repasses do governo federal.
Os números também não são animadores no comparativo dos gastos em segurança pública por habitante. O valor destinado por dia no Paraná é de R$ 0,36 por morador, um dos mais baixos do Brasil – bem próximo aos gastos no Pará e no Ceará e distante dos valores praticados em São Paulo, que aplica o dobro. O porcentual do orçamento estadual destinado à segurança pública coloca o Paraná igualmente em situação constrangedora: na casa dos cinco que menos investem. Enquanto por aqui o número fica na faixa de 6% de todas as despesas estaduais, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais chega a 12% do orçamento.
