Segunda etapa da vacinação contra aftosa começa por estados do Norte
A segunda etapa da campanha nacional de vacinação do rebanho brasileiro contra a febre aftosa já começou em Roraima, Rondônia e Amapá. Os demais estados brasileiros, em sua maioria, vão seguir o calendário nacional de vacinação dos bovinos e bubalinos estabelecido para 2011, que prevê a segunda etapa da campanha para o período entre 1º a 30 de novembro.
A segunda etapa da campanha nacional de vacinação do rebanho brasileiro contra a febre aftosa já começou em Roraima, Rondônia e Amapá. Os três estados da região Norte totalizam 12,8 milhões de búfalos e bovinos que devem receber a vacina. A campanha é promovida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), numa ação do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (Pnefa).
Em Roraima, a vacinação começou em 1º de outubro e termina no dia 31. Amapá e Rondônia começaram em 15 de outubro. No Amapá, o prazo vai até o final de novembro, enquanto em Rondônia termina no dia 15 do mesmo mês, de acordo com o calendário nacional de vacinação 2011
Após o período de imunização, os produtores têm que levar a comprovação da aplicação das vacinas até os escritórios do serviço veterinário, no prazo estabelecido em cada estado. Em Rondônia são 82 Escritórios de Atendimento a Comunidade (EACs) que podem receber as declarações atestando a vacinação; no Amapá são 17 EACs e em Roraima, são 28 EACs.
Os proprietários dos rebanhos são responsáveis pela aquisição e aplicação da vacina. Os serviços veterinários oficiais em cada estado têm as atribuições de fiscalizar a produção, de modo a garantir vacinas de qualidade, e ainda, inspecionar, controlar e orientar a comercialização e uso do produto.
Calendário
Os estados brasileiros, em sua maioria, vão seguir o calendário nacional de vacinação dos bovinos e bubalinos estabelecido para 2011, que prevê a segunda etapa da campanha para o período entre 1º a 30 de novembro. Além dos três estados que tiveram a segunda etapa antecipada, há outra exceção: Santa Catarina é considerado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), desde 2007, como livre de febre aftosa sem vacinação.
O rebanho brasileiro é formado por 208,4 milhões de bovinos e búfalos. A meta é proteger 204,3 milhões de animais, ou seja, todo o plantel do País, menos os 4,1 milhões de animais de Santa Catarina. O Mapa trabalha para superar o índice de cobertura vacinal alcançado em 2010, que foi de 97,4% (324,2 milhões de doses de vacinas aplicadas).
Erradicação pode ser antecipada em seis meses
A meta do Ministério da Agricultura é erradicar a febre aftosa em território brasileiro até o final de 2013, mas tem realizado esforços para antecipar o cumprimento deste objetivo para julho do mesmo ano.
A erradicação é um pré-requisito para garantir o livre comércio dos rebanhos e dos produtos de origem bovina e bubalina interna e externamente. A presença da doença tem graves efeitos comerciais que resultam em prejuízos econômicos. Os países que são potenciais compradores barram a entrada de animais que possam estar contaminados e de produtos vindos de regiões com ocorrências da doença. As barreiras e embargos afetam a pecuária e economia do País inteiro, além de diminuir o tamanho e produtividade dos rebanhos, o que impacta as economias locais.
Fronteiras protegidas
O último foco da febre no País foi verificado em 2006, no Paraná e Mato Grosso do Sul. Um dos riscos para a erradicação da doença são as áreas de fronteira. Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul foram orientados a aumentar a fiscalização e vigilância nas fronteiras de forma a detectar precocemente qualquer sinal clínico da doença e impedir a reintrodução do vírus no rebanho brasileiro.
Outra medida foi a declaração de alerta sanitário nos quatro estados e a realização de inspeções técnicas às propriedades localizadas nos municípios de fronteira e classificados como de maior risco.
O representante regional da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), Luis Barcos, afirmou que a organização fez uma avaliação “e o Brasil obteve um resultado muito bom, atendendo plenamente às normas da OIE”.
Secom
