Área liberada para obras passa de 1 milhão de m², em Maringá
A área aprovada para construção civil em Maringá foi recorde em 2011. Pela primeira vez na história do município, a metragem liberada para construção bateu a marca de 1 milhão de metros quadrados. Foram concedidos alvarás para 1.092.863,48 metros quadrados de obras.
O representante do Sindicato da Indústria da Construção Civil em Maringá (Sinduscon) no Conselho Municipal de Planejamento, Marcos Mauro, diz que o fato de o mercado imobiliário ser um investimento seguro contribuiu para o recorde de 2011. "Historicamente, em Maringá não se vê decréscimo de preço de imóveis, e sim valorização. A pessoa sabe que terá bom retorno, e por isso investe na cidade."
Mauro avalia que a disparada na construção está ligada também ao lançamento de programas habitacionais do governo federal, como o Minha Casa, Minha Vida, em 2009. "Eles incentivaram a construção de imóveis e o mercado respondeu rápida e satisfatoriamente."

Ao contrário dos últimos anos, em que a taxa de crescimento do mercado esteve na faixa dos 15% ao ano, ele prevê que a partir de 2012 o mercado se estabilize. "Durante 20 anos, a construção civil ficou estagnada, e só retomou com muita força a partir de 2008", comenta. "Tínhamos grande defasagem, e por isso houve vários lançamentos, porque a cidade demandava por isso. Agora é possível que entremos em um nível de estabilização de procura e oferta."
Um problema do crescimento em ritmo elevado é a falta de mão de obra e matéria-prima. "A indústria brasileira não cresce nessa velocidade", compara. "Se o mercado da construção civil subir de novo 15% ao ano, a indústria da transformação não vai acompanhar. A consequência é a inflação de preços, e isso ninguém quer."
O presidente regional do Sindicato da Habitação e Condomínios (Secovi), Teo Granado, diz que o lançamento de grandes empreendimentos foi o responsável pelo crescimento da área liberada para obras. "Grandes mercados, edifícios, loteamentos, condomínios e shoppings se instalaram em Maringá."
De um total de 4.797 projetos aprovados no ano passado, 4.387 foram residenciais, 375 comerciais, 21 industriais, oito de escolas e templos e seis classificados como outros pela Secretaria de Controle Urbano e Obras Públicas. Todos os aprovados são em alvenaria.
O Diário
