Compras on-line superam, em alguns segmentos, as vendas em estabelecimentos
As compras on-line começaram a superar as feitas nos estabelecimentos físicos em determinados produtos e segmentos. A conclusão é de uma pesquisa feita pela consultoria KPMG em 31 países, entre eles o Brasil, sobre as tendências de consumo em tecnologia digital.
As compras on-line começaram a superar as feitas nos estabelecimentos físicos em determinados produtos e segmentos. A conclusão é de uma pesquisa feita pela consultoria KPMG em 31 países, entre eles o Brasil, sobre as tendências de consumo em tecnologia digital. No segmento de CDs, DVDs, livros e jogos de videogame, por exemplo, 76% dos consumidores das Américas estão mais propensos a procurar lojas virtuais e cerca de 70% tendem a comprar passagens e pacotes de viagem pelo computador, mesmo percentual observado na região da Ásia e do Pacífico.
"O ritmo das mudanças de hábitos de compra segue acelerado, resultando em grandes oportunidades e riscos para os comerciantes", afirmou Sean Collins, sócio da KPMG nos Estados Unidos. Os dados mostram ainda que a rápida adoção de smartphones teve papel fundamental nessas transformações. Mais de 38% dos consumidores usaram smartphones em lojas de varejo para acessar cupons, enquanto 20% os usaram para escanear QR codes.
Dados da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) mostram que as vendas nas lojas cresceram 5,5% neste Natal. O número é muito inferior ao desempenho do comércio eletrônico em igual período: 20%, segundo a consultoria E-bit. Cristina Rother, diretora da E-bit, pondera que os altos índices nas vendas on-line se repetem nos últimos anos e refletem o potencial de expansão do setor no Brasil. "A grande surpresa no último Natal foi o desempenho dos itens de moda, que ficaram em segundo lugar na lista dos mais pedidos", disse. Para ela, o país conta com uma forte base de internautas habituados a comprar pela internet.
Correio Braziliense
