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Ferramenta que ajuda identificar crimes no Paraná já tem mais de 500 registros

O Mapa do Crime on-line, ferramenta de registro de delitos lançada pela campanha Paz Sem Voz É Medo, do Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCom), completa hoje uma semana. Até as 17 horas de sexta-feira, moradores de 68 cidades do Paraná haviam denunciado 507 crimes, entre eles homicídio, furto, roubo, agressão e tráfico de drogas. São quase 85 crimes por dia informados por vítimas ou testemunhas de delitos no estado em menos de uma semana. A intenção do Mapa do Crime é aproximar cada vez mais as estatísticas criminais da realidade. Até sexta-feira, Curitiba era a cidade com mais ocorrências. De acordo com o balanço do Mapa, 294 pessoas contaram terem sido vítimas ou presenciado crimes na capital. Maringá (26), Londrina (15), Ponta Grossa (14) e Cascavel (14) aparecem logo em seguida no ranking de registros. “Qualquer instrumento que possa dar cada vez mais publicidade para essas informações é importante”, afirma o coordenador do Centro de Estudos da Violência da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Pedro Bodê.

O Mapa do Crime on-line, ferramenta de registro de delitos lançada pela campanha Paz Sem Voz É Medo, do Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCom), completa hoje uma semana. Até as 17 horas de sexta-feira, moradores de 68 cidades do Paraná haviam denunciado 507 crimes, entre eles homicídio, furto, roubo, agressão e tráfico de drogas. São quase 85 crimes por dia informados por vítimas ou testemunhas de delitos no estado em menos de uma semana.

A intenção do Mapa do Crime é aproximar cada vez mais as estatísticas criminais da realidade. Até sexta-feira, Curitiba era a cidade com mais ocorrências. De acordo com o balanço do Mapa, 294 pessoas contaram terem sido vítimas ou presenciado crimes na capital. Maringá (26), Londrina (15), Ponta Grossa (14) e Cascavel (14) aparecem logo em seguida no ranking de registros. “Qualquer instrumento que possa dar cada vez mais publicidade para essas informações é importante”, afirma o coordenador do Centro de Estudos da Violência da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Pedro Bodê.
 

Segundo o professor, o que confere credibilidade à ferramenta é a isenção e boa fé de quem registra o delito. No caso do Mapa do Crime, a vítima pode indicar e-mails de testemunhas ou pessoas que tomaram conhecimento da ocorrência para que confirmem o crime. Se as pessoas indicadas ratificarem o fato, o registro ganha maior grau de credibilidade.
 
Bodê lembra que a população tem deixado de registrar boletins de ocorrência nas delegacias pelo incômodo ou pela falta de fé na polícia. Nesse caso, o Mapa do Crime pode colaborar para diminuir ainda mais a subnotificação.
 
Locais perigosos
 
Para a professora e moradora de Londrina Rita de Cássia Santos, 45 anos, o Mapa do Crime já está ajudando a alertar a população que transita de carro e a pé pela região da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Rita foi vítima de uma tentativa de assalto, na via marginal da BR-369, sentido Cambé, por volta das 22 horas. Ela saía de moto de um evento sobre educação na UEL quando freou para passar por um quebra-molas, próximo da Confederação das Coope­­rativas Centrais Agrope­cuárias do Paraná (Confepar).
 
“Um rapaz saiu do ponto de ônibus com uma arma em punho e parou na frente da moto. Eu desviei, mas ele tentou me derrubar. O assaltante era franzino e não teve força, por isso acelerei e passei”, conta. Como não se feriu nem teve nenhum objeto levado, elapreferiu não ir até a delegacia registrar o crime, mas fez questão de publicar a ocorrência no Mapa do Crime para que outras pessoas evitem a marginal naquela região.
 
“Fiquei sabendo que naquele ponto houve vários assaltos. Se eu soubesse que era perigoso, teria passado pela pista principal. Espe­­ro que todo mundo faça a mesma coisa e registre no mapa”, afirma.
Fonte: G1

 

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