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Número de transplantes mais que dobra em dez anos

O Brasil atingiu a marca de 23.397 transplantes em 2011 - 2.357 cirurgias a mais que em 2010. Em uma década, o País mais que dobrou o número de cirurgias - o aumento foi de 124% em relação a 2001, quando foram realizados 10.428 procedimentos. E 95% das cirurgias foram feitas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), de forma totalmente gratuita. O SUS oferece assistência integral ao paciente transplantado, incluindo exames periódicos e os medicamentos pós-transplante.

  O Brasil atingiu a marca de 23.397 transplantes em 2011 – 2.357 cirurgias a mais que em 2010. Em uma década, o País mais que dobrou o número de cirurgias – o aumento foi de 124% em relação a 2001, quando foram realizados 10.428 procedimentos. E 95% das cirurgias foram feitas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), de forma totalmente gratuita. O SUS oferece assistência integral ao paciente transplantado, incluindo exames periódicos e os medicamentos pós-transplante.

Com esses resultados, o Brasil se consolida como referência por ter o maior sistema público de transplantes do mundo. O crescimento nas doações também foi recorde: 16,4% mais, registrando a maior variação em quatro anos, com 2.207 atos em 2011. O atual índice nacional é de 11,4 doadores por milhão de população (PMP) – no ano passado ficava em 9,9. “Queremos atingir, até 2015, a meta de 15 doadores por milhão de habitantes”, complementa ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A infraestrutura para receber doadores está sendo ampliada, especialmente na capacitação de equipes para o contato com as famílias dos possíveis doadores. Esse trabalho é apoiado por campanhas publicitárias anuais de incentivo à solidariedade.

Órgãos – Nos últimos dez anos, os transplantes de fígado, pulmão e rim tiveram os maiores índices de crescimento, com 176%, 96% e 84%, respectivamente. Coração e pâncreas registraram aumento de 11% e 38%, na década.

O transplante do coração é um dos mais complexos. O período em que pode ficar fora do corpo humano (tempo de isquemia) é de apenas quatro horas. No rim, por exemplo, este prazo é de 24 horas. Além disso, os avanços dos medicamentos para pessoas com problemas cardíacos reduziram a indicação do transplante, geralmente último recurso para a sobrevivência e qualidade de vida do paciente.

No caso do transplante de pâncreas, o procedimento é usado em um público específico, como para quem tem diabete crônica. Em alguns pacientes, a cirurgia é feita de forma conjunta com o rim. Os transplantes de tecidos e células (medula óssea e córnea) também registraram percentuais de crescimento muitos altos – cerca de 140%.

Novos centros e equipes

Desde o início de 2011, o Ministério da Saúde autorizou 54 novos centros de transplantes e credenciou 72 novas equipes para a realização do procedimento. Do total, 16 novos centros e 11 novas equipes passaram a funcionar no Norte e Nordeste do País, para ampliar e diversificar a realização do procedimento nessas regiões. Atualmente, estão em funcionamento 680 centros e 1.074 equipes.

No ano passado, foram criadas 35 novas Organizações de Procura de Órgãos (OPOs), além de outras 16 em fase de implantação. Atualmente, 60 estão em funcionamento. Essas organizações atuam dentro dos hospitais para informar as centrais de transplantes sobre a captação de órgãos. Além disso, cerca de 720 profissionais foram capacitados para o diagnóstico da morte encefálica, a retirada, a conservação e o implante de órgãos.

FONTE: SECOM

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