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Revista Veja: a verdadeira criminosa

A Operação Monte Carlo da Polícia Federal, sobre as atividades do bicheiro Carlinhos Cachoeira, chegou até a revista Veja. A propósito, um dos aspectos mais intrigantes das investigações é a ligação de Cachoeira com a revista, que se especializou, desde o primeiro dia em que o ex-presidente Lula assumiu o cargo de Presidente da República, a publicar matérias mentirosas contra o PT, forças progressistas, movimentos sociais e qualquer política de inclusão social.

    A Operação Monte Carlo da Polícia Federal, sobre as atividades do bicheiro Carlinhos Cachoeira, chegou até a revista Veja. A propósito, um dos aspectos mais intrigantes das investigações é a ligação de Cachoeira com a revista, que se especializou, desde o primeiro dia em que o ex-presidente Lula assumiu o cargo de Presidente da República, a publicar matérias mentirosas contra o PT, forças progressistas, movimentos sociais e qualquer política de inclusão social. O objetivo seria fraudar grampos e filmagens clandestinas para tentar criar situações embaraçosas para o PT.

    São mas de 200 telefonemas trocados entre o bicheiro e o diretor da sucursal de Brasília, Policarpo Jr. O mais curioso é que, depois da associação com Cachoeira, Policarpo tornou-se diretor da sucursal da revista e, mais recentemente, passou a integrar a cúpula da publicação, indicado pelo diretor Eurípedes Alcântara. Nos telefonemas, Policarpo informa Cachoeira sobre as matérias publicadas, trocam informações, recebe elogios. Há indícios de que Cachoeira foi sócio da revista na maioria dos escândalos dos últimos anos. Escândalos estes publicados e nunca provados.

     Um exemplo foi a matéria de capa divulgada no primeiro mandato do presidente Lula com o título “A República do Grampo” contendo a transcrição de uma suposta conversa entre Demóstenes e o então presidente do STF, Gilmar Mendes. Nunca ninguém viu nem ouviu a tal gravação, mas o estrago foi feito, num momento delicado da politica nacional, resultando na queda de Paulo Lacerda, o diretor geral da ABIN.  

    No fim de 2010, quando ninguém prestava atenção nos jornais,  a Polícia Federal divulgou o resultado de um inquérito dizendo textualmente que não encontrara um fiapo de prova sequer sobre a realização do grampo.  Ninguém pediu desculpas nem maiores esclarecimentos. Numa reação que parecia o prenúncio de uma crise institucional, no auge da denúncia Gilmar Mendes prometeu chamar o presidente Lula “às falas.” Não se pediu desculpas pelo não grampo, e agora, com tantas evidências de envolvimento com a contravenção, o senador do DEM não pediu também desculpas pelas gravações – agora autorizadas e bem reais – em que aparece dialogando com Cachoeira pedindo dinheiro e revelando o conteúdo de reuniões sigilosas.

Essa é a Veja que tanto acusa e nunca prova: a verdadeira criminosa!

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