Todo o apoio às medidas sobre cirurgias eletivas, por Zé Dirceu
Embora visando solucionar o problema pontual das cirurgias eletivas no Sistema Único de Saúde (SUS), as medidas que o Ministério da Saúde anuncia hoje (2/7) são importantes e merecem ser apoiadas, pois estão no caminho certo. Elas atacam dois dos problemas básicos da saúde pública brasileira que são a necessidade de mais recursos descentralizados e de aprimorar os métodos de gestão desses recursos.
Embora visando solucionar o problema pontual das cirurgias eletivas no Sistema Único de Saúde (SUS), as medidas que o Ministério da Saúde anuncia hoje (2/7) são importantes e merecem ser apoiadas, pois estão no caminho certo. Elas atacam dois dos problemas básicos da saúde pública brasileira que são a necessidade de mais recursos descentralizados e de aprimorar os métodos de gestão desses recursos.
Ao falar sobre as medidas o ministro Alexandre Padilha explicou que "além de reduzir a fila, as operações feitas nos fins de semana ajudam a reduzir eventual ociosidade nos serviços e organizam a demanda". São flexíveis, pois a “escolha das cirurgias ficará a critério das secretarias locais, de acordo com a necessidade de cada região”, mas os “secretários terão de apresentar uma proposta de quanto vão pagar, quantas cirurgias vão fazer”, com exceção das cirurgias de catarata cujo valor das operações será o mesmo em todo o país.
A portaria com as medidas prevê o repasse de R$ 650 milhões até este mês para todas as cirurgias eletivas, contra R$ 350 milhões no ano passado. A lista de procedimentos considerados eletivos também foi ampliada de 88 para 713. Haverá ainda um adicional de R$ 50 milhões para municípios que têm 10% ou mais da população em situação de extrema pobreza.
O governo vai exigir que Estados e municípios organizem filas de espera e que a informação seja repassada para o Ministério. "Isso vai permitir que tenhamos uma noção da real demanda, aumentará nosso poder de fiscalização", disse o ministro.
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