Política de incentivo já apresenta efeito na economia
As medidas de incentivo à economia estão surtindo efeito, de acordo com a análise apresentada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, no encontro com o Grupo de Líderes Empresariais (Lide), na última quarta-feira (4), em São Paulo. Dois indicadores que demonstram a manutenção da atividade foram a recuperação do emprego na construção civil e a venda de automóveis.
As medidas de incentivo à economia estão surtindo efeito, de acordo com a análise apresentada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, no encontro com o Grupo de Líderes Empresariais (Lide), na última quarta-feira (4), em São Paulo. Dois indicadores que demonstram a manutenção da atividade foram a recuperação do emprego na construção civil e a venda de automóveis. “A crise atual parece menos intensa que a de 2009, mas não é. Em 2012, começou lentamente e está se agravando. Mas, neste ano, temos condições mais favoráveis para enfrentar a crise do que em 2009 e estamos com importantes mudanças em curso”, afirmou Mantega.
Na última sexta-feira (6), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), caiu para 0,08% em junho e foi puxada pela queda nos preços dos automóveis novos. Segundo o IBGE, os veículos ficaram em média 5,48% mais baratos em junho por causa da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), em vigor desde 21 de maio.
O movimento também causou impacto no mercado dos automóveis usados, cujos preços tiveram queda de 4,12%. Juntos, automóveis novos e usados contribuíram com -0,26 ponto percentual no índice.
Mudança estrutural – De acordo com Mantega, o Brasil está aproveitando o momento de crise internacional para fazer mudanças estruturais na economia. Segundo ele, a diminuição da taxa de juros, a redução no spread bancário e a desvalorização do real, com uma política cambial mais ativa, irão tornar a economia mais competitiva no futuro.
Indústria brasileira cria 920 mil vagas
A indústria brasileira criou 920 mil vagas entre 2007 e 2010, de acordo com a Pesquisa Industrial Anual divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no último dia 28. Mesmo afetada pela crise financeira mundial, iniciada em 2008, o setor passou a empregar 8,4 milhões de pessoas em 2010, indicando uma recuperação da economia.
Esse movimento foi acompanhado pelo crescimento do parque industrial, de acordo com IBGE. Entre 2009 e 2010, foram abertas 671 novas fábricas, alcançando um total de 299.753 mil unidades fabris em 2010.
O montante destinado a salários e remunerações entre 2007 e 2010 passou de R$ 194 bilhões para R$ 278 bilhões. A parcela aplicada em equipamentos e plantas industriais subiu de R$ 117 bilhões para R$ 145,1 bilhões. Nessa categoria, mais da metade dos recursos foram destinados à compra de máquinas.
Alimentos – A liderança, em termos de valor adicionado em 2010, ficou com o ramo de fabricação de produtos alimentícios (12,1%), que registrou aumentos sucessivos de participação em 2007 (9,2%), 2008 (9,9%) e 2009 (11,7%), favorecido pela manutenção de um mercado doméstico aquecido ao longo de todo esse período, saltando da terceira posição, em 2007 e 2008, para a segunda, em 2009, e para a primeira, em 2010.
Com informações da Secom
