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Está provado: tucanos sabiam da corrupção no metrô

Os líderes tucanos sabiam da existência de fraude no cartel, não restam dúvidas. Confira mais sobre este importante assunto!

Documentos publicados pela revista IstoÉ desta semana mostram que a cúpula do governo paulista foi alertada em pelo menos três oportunidades a respeito das suspeitas de existência do cartel de empresas atuando em contratos de transportes metropolitanos. Os alertas foram feitos, segundo os papéis trazidos pela revista, entre agosto de 2008 e setembro de 2010, durante os governos José Serra e de seu vice Alberto Goldman (PSDB), que assumiu os oito meses finais do mandato de Serra. Os alertas estão em documentos do TCE-SP e do MPE-SP enviados, segundo a reportagem, aos presidentes do Metrô e da CPTM.

 

Reportagens do Estadão também já haviam feito a mesma constatação. Os documentos levaram o Palácio dos Bandeirantes a divulgar nota na qual afirmou que "documento apresentado pela reportagem (do Estado) revela comunicação entre empresas privadas, sem participação de servidor público estadual" e que o governo paulista "tem total interesse no esclarecimento destas denúncias e, confirmado o cartel, pedirá a punição dos envolvidos e o ressarcimento de perdas aos cofres públicos". A nota enfatiza que, por decisão de Alckmin, foi lançado o programa TranSParência, comissão formada por representantes de entidades e organizações da sociedade civil, para acompanhar as investigações sobre o caso, que em São Paulo estão sendo conduzidas pela Corregedoria-Geral da Administração (aquela que disse que não convocará Serra para depor – e Covas já está morto).

 

 

A Siemens, por sua vez, publicou nota paga nos jornais em que afirma vir "a público refutar quaisquer acusações que não sejam baseadas em provas validadas por órgãos oficiais competentes e que denigram a imagem, seja da empresa, de governos, partidos políticos, pessoas públicas ou privadas, ou qualquer integrante da sociedade". O texto da nota paga, assinada pelo presidente da empresa no Brasil, Paulo Stark, diz que ela tem conhecimento das investigações em curso. Mas não confirma ter negociado o acordo de delação premiada com o CADE, que permitiu que a investigação tivesse início.

 

Na nota, a empresa afirma ainda que, desde 2007, estabeleceu um sistema de Compliance(integridade e obediência às leis) "para detectar, remediar e prevenir práticas ilícitas que porventura tenham sido executadas, estimuladas ou toleradas por colaboradores e chefias da Siemens em qualquer lugar do mundo. Trata-se de um compromisso inegociável, que assumimos mundialmente, de eliminar tais condutas e que nos coloca na vanguarda da mudança que todos querem para a sociedade".

 

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