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Ministro da Fazenda debate rumos da economia e diz que inflação está sob controle

"Se pegarmos um balanço de toda a história republicana do país, nos últimos 10 anos a margem da inflação foi a menor”, disse Mantega.

Em audiência pública na Câmara nesta quarta-feira (26), o ministro da Fazenda Guido Mantega, lembrou que ainda vivemos no rastro da crise econômica mundial.  “Notamos uma lenta recuperação na economia americana, a Europa continua mergulhada numa recessão com desemprego crescente e os países emergentes também estão desacelerando seu crescimento”, disse.

Convidado pelas comissões de Finança e Tributação, Desenvolvimento Econômico da Indústria e Comércio, Viação e Transporte e de Fiscalização Financeira e Controle, o ministro expôs dados referentes aos avanços econômicos e ressaltou que o Brasil está preparado para enfrentar esse novo capítulo da crise internacional. 

Como membro da Comissão de Viação e Transporte, participei da audiência e elogiei os esforços do Ministério da Fazenda para controlar a inflação e retruquei as críticas de outros parlamentares. A oposição tenta insinuar de que o ministro errou nas suas previsões, mas na verdade, é ela que vem errando permanentemente. Como exemplo, previam uma grande crise energética, que não se comprovou. Em 2008, previam um grande ciclo de desemprego, que também não se comprovou. Assim como existia a previsão de que grandes programas como PAC e o Minha Casa, Minha Vida dariam errado, e a resposta vem em forma de obras e habitação para os brasileiros e brasileiras.

Na audiência, que durou cerca de seis horas, Guido Mantega respondeu às diversas perguntas dos parlamentares, que entre um questionamento e outro, sempre falavam da inflação. “Nós nunca mentimos dizendo que não havia (inflação). Ela existiu e sempre vai existir no Brasil e em qualquer país do mundo. O trabalho do Ministério da Fazenda nesse aspecto é saber controlá-la, como está sob controle no cenário atual. Se pegarmos um balanço de toda a história republicana do país, nos últimos 10 anos a margem da inflação foi a menor”, explicou.

Mantega apresentou números que demonstram que, nos últimos dez anos, o crescimento médio da economia brasileira foi de 3,6%, e o investimento aumentou em 6,1%. Além disso, as reservas internacionais do Brasil saíram de US$ 37 bilhões para US$ 370 bilhões e a relação da dívida com o PIB caiu de 60% para 35%.
 

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