500 quadras serão pavimentadas na região do São Jorge e Vila Operária, em Paranavaí
Asfalto novo para 504 quadras. Assim será investido parte (cerca de 80%) dos R$ 30 milhões conquistados por Paranavaí através do PAC 2 (segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento), do Governo Federal, informou a assessoria de imprensa da Prefeitura de Paranavaí.
Asfalto novo para 504 quadras. Assim será investido parte (cerca de 80%) dos R$ 30 milhões conquistados por Paranavaí através do PAC 2 (segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento), do Governo Federal, informou a assessoria de imprensa da Prefeitura.
O parecer favorável ao financiamento foi encaminhado nesta semana pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e o contrato deverá ser assinado pelo município junto à Caixa Econômica Federal (CEF) dentro de 30 dias.
A primeira parcela do recurso, mais de R$ 10 milhões, deve sair nos próximos meses e a previsão é que as obras sejam iniciadas em fevereiro de 2012.
O projeto completo contempla a execução de drenagem, pavimentação, recape e calçadas em toda a zona sul da cidade e irá beneficiar os seguintes bairros: Vila Operária, Jardim Simone, Vila Alta, Conjunto Habitacional Hélio Lopes, Laranjeiras, Conjunto Habitacional Dona Josefa, Jardim São Jorge, Coloninha, Campo Belo, Matarazzo/Harmonia e entorno.
De acordo com o prefeito licenciado, Rogério Lorenzetti, poucos municípios captaram tanto recurso no PAC 2 como Paranavaí. O valor é o segundo maior conquistado no estado, e o primeiro proporcional ao número de habitantes. A quantia corresponde a aproximadamente 25% de todo o recurso que foi liberado pelo PAC 2 para o Paraná.
Na opinião de Lorenzetti, o recurso do PAC 2 só encontra paralelo, pelo volume de investimentos do Governo Federal de uma só vez, no projeto CURA, executado pelo então prefeito José Vaz de Carvalho, no final da década de 70, que pavimentou o Jardim São Jorge. Isso há mais de 30 anos.
Um balanço apresentado pela Secretaria Municipal de Gestão mostrou ainda que os R$ 30 milhões conquistados junto ao Governo Federal de uma única vez são superiores aos empréstimos e convênios que haviam sido conquistados pelo município junto ao Estado e à União nos últimos nove anos, pouco mais de R$ 29 milhões.
Segundo Rogério, isso só foi possível graças a aprovação do Projeto PMAT (Programa de Modernização da Administração Tributária), que permitiu o incremento da receita municipal, sem onerar a população, e, consequentemente aumentou a capacidade de endividamento do município.
“A boa notícia que recebemos nesta semana foi o coroamento de um trabalho de dois anos, que começou lá em 2009, quando participamos de audiências com a então ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e a então coordenadora do PAC, Mirian Belchior, e, mais recentemente, com a participação do deputado federal Zeca Dirceu, que marcou as audiências e acompanhou toda a tramitação dos projetos”, lembrou Rogério.
De lá pra cá foram inúmeras reuniões, audiências e viagens a Brasília. “Destaca-se, aqui, o trabalho incessante dos técnicos da Prefeitura que se desdobraram para cumprir todos os prazos do programa”, completou o prefeito licenciado. Ele se refere aos prazos para apresentação dos projetos de engenharia junto ao agente financeiro, entrega de documentos complementares, entre outros.
Há pouco menos de um mês, os técnicos tiveram que refazer os projetos e suprimir alguns investimentos em recapeamento, já que o STN havia contingenciado o financiamento a R$ 30 milhões, contra os R$ 34 milhões previstos inicialmente. Isso aconteceu porque a capacidade de endividamento do município foi reduzida em razão da dívida com o INSS, uma vez que gestões anteriores não pagaram o débito.
De acordo com Lorenzetti, a readequação do projeto não significará prejuízo à população, uma vez que a Secretaria de Infraestrutura ficará responsável por executar, com estrutura e recursos próprios, o que foi retirado do PAC 2. De acordo com o secretário de Infraestrutura, Eurípedes Lemes Silva, não haverá problema na inclusão destes novos serviços em sua programação, já que, segundo ele, a usina de asfalto continua operando a todo vapor.
Rogério destaca ainda que o PAC 2 é um projeto que beneficia toda a cidade, e não somente a região da Vila Operária e Jardim São Jorge. Isso porque, com a aplicação dos R$ 30 milhões nesta região, outros financiamentos e recursos próprios e a fundo perdido serão utilizados em outras áreas da cidade.
SANEPAR – O PAC 2 ainda reserva mais investimentos para Paranavaí. Isso porque, o BNDES já aprovou o projeto encaminhado pela Sanepar, também dentro do PAC 2, que prevê investimentos de R$ 16 milhões na cidade. O recurso será utilizado na construção de redes coletoras de água e na ampliação do sistema de saneamento básico. Este projeto não tem necessidade de passar pelo STN, razão pela qual tramitou mais rapidamente.
Fonte:O Diário do Noroeste
